Banalização da "Banalidade do Mal" de Hannah Arendt

José Francisco Lopes Xarão

Resumo


Resumo: Este artigo examina o uso recorrente da expressão “banalidade do mal”, cunhada por Arendt em 1962, durante a elaboração de seu relatório sobre o julgamento de Eichmann em Jerusalém, para designar fenômenos muito distintos daqueles que lhe deram origem. Investiga-se em que medida esse termo pode ser usado como um conceito apropriado para compreender o perfil psicológico do oficial nazista Eichmann e, mais grave ainda, se é correto, como fazem muitos discípulos de Arendt, extrapolá-lo para outras formas de manifestação do terror.


Palavras-chave


Arendt. Mal. Banalidade do mal. Mal Radical.

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DOI: https://doi.org/10.26694/2178843X.vl8iss15pp296-314


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