O “interno” e o “externo” em filosofia da mente: Wittgenstein e o problema da experiência consciente

Daniel Luporini de Faria

Resumo


Suspeitando de que grande parte dos problemas atuais em filosofia da mente decorre de “nós” na teia sobre a qual estrutura-se a linguagem ordinária e o jargão filosófico pretendemos, com o presente artigo, identificar e dissolver o que julgamos ser os “pontos de tensão” subjacentes à colocação de alguns problemas aparentemente intratáveis na filosofia da mente contemporânea, em especial, o problema da experiência consciente, ou problema dos qualia. E, Fazendo uso dos escritos de Wittgenstein (1996, 1993a, 1993b), tencionamos estabelecer que o problema da experiência consciente seria mais um pseudoproblema decorrente da aceitação irrefletida por parte dos filósofos e cientistas contemporâneos da terminologia cartesiana que estabelece as assimetrias entre o público (comportamento) e o privado (estados mentais), entre o interno (estados mentais) e o externo (comportamento). Em resumo, pretendemos, com o presente artigo, fazendo uso das reflexões wittgensteinianas nas obras acima citadas, examinar a relação entre o que convencionou-se chamar de “interno” e “externo”, em filosofia da mente, bem como argumentar que o  problema da experiência consciente proposto por alguns teóricos contemporâneos pode ser “dissolvido” com o adequado uso da linguagem, tal como Wittgenstein sugere nas referidas obras.


Palavras-chave


experiência consciente; qualia; interior/exterior; descrição; expressão

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DOI: https://doi.org/10.26694/cadpetfil.v7i14.4419




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