Produtividade e Composição Bromatológica da Forragem Hidropônica de Milho Produzida em Diferentes Volumes de Solução Nutritiva
Resumo
Com o objetivo de avaliar a produtividade e características bromatológicas da forragem hidropônica de milho, foi conduzido um experimento onde foram avaliados seis volumes de solução nutritiva (5, 6, 7, 8, 9 e 10 L/m²) no cultivo de milho (Zea mays L.), semeado em densidade 2,8 kg de sementes/m², em substrato casca de arroz. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, com seis tratamentos e quatro repetições. A colheita foi realizada 18 dias após o plantio e as variáveis avaliadas foram produtividade de fitomassa - matéria natural (MN) e matéria seca (MS), e teores de matéria seca (MS), proteína bruta (PB), cinza, fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA) e lignina. A produtividade de MN e de MS e os teores de MS, cinza, FDN e FDA foram influenciados (P<0,05) pelo volume de solução nutritiva. A PB não sofreu (P>0,05) influência da variação no volume de solução nutritiva. O incremento do volume de solução nutritiva resultou em maior produtividade de fitomassa e redução nos teores de MS. Justifica-se a fertiirrigação com até 7 L de solução nutritiva/m², uma vez que resulta em estabilização da produtividade de MS, associada à manutenção do teor de PB em níveis adequados ao bom funcionamento ruminal. Apesar da produção matéria seca comprometer a técnica economicamente, do ponto de vista de convivência com a seca, esta se apresenta promissora, no entanto devem ser testados novos substratos que incorporem à forragem maior valor protéico e melhore a digestibilidade. Embora o teor máximo de FDN tenha sido obtido quando da fertiirrigação com 7 L de solução nutritiva/m², o teor de FDA mostrou-se crescente até 10 L de solução nutritiva/m², com teores próximos aos comumente obtidos para forrageiras convencionais, sendo necessário melhor avaliação da qualidade da fibra.
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